Vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo

  

17º Domingo do Tempo Comum:
1Rs 3,5.7-12
Sl 118
Rm 8,28-30
Mt 13,44-52

 

            Continuamos a meditar as “parábolas do Reino”, presentes no capítulo 13 do evangelho de Mateus. Desta vez, Jesus nos mostra que, o chegar a este Reino comporta, inicialmente, renúncia a muitas realidades.

            O Reino dos Céus é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo. O Reino dos Céus também é como um comprador que procura pérolas preciosas. Quando encontra uma pérola de grande valor, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquela pérola” (Mt 13,44-46).

            A renúncia faz parte do itinerário dos seguidores de Jesus: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga” (Mt 16,24). Esta renúncia, no entanto, não deve ser feita de cara fechada, com murmurações. Sabemos bem que o que recebemos do Senhor é muito maior do que qualquer coisa que pudéssemos conquistar sem Ele. Há muitos exemplos edificantes quanto a isso: os fieis que renunciam à comodidade de seu lar para participarem dos sacramentos ou para auxiliarem em uma pastoral; os dizimistas, que renunciam a um pouco do que têm para cuidar das necessidades da comunidade; os pais que renunciam a muito de seu tempo para cuidar da criação dos filhos; os religiosos que deixam suas famílias para consagrarem-se totalmente ao Reino...

            Mas ninguém que renuncia ao que tem, o faz com tristeza. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo... É a alegria experimentada pelos agentes de pastoral e dizimistas que ajudam na edificação do Reino em nosso tempo; dos pais que veem seus esforços valer a pena diante do crescimento dos filhos; dos religiosos que doam suas vidas, plantam sementes e colhem frutos no serviço ao povo de Deus.

            Salomão fez esta experiência. Podia pedir a Deus o que quisesse, mas não pediu muitos anos de vida, nem riquezas, nem a morte dos inimigos, “mas sim sabedoria para praticar a justiça” (1Rs 3,11). Por isso tocou o coração de Deus e ganhou muito mais do que pediu! “É esta a parte que escolhi por minha herança: observar vossas palavras, ó Senhor!” (Sl 118,57).

 

* Para meditar as leituras deste 17º Domingo do Tempo Comum, acesse: Canção Nova.

Comentários