Porque sou manso e humilde de coração


14º Domingo do Tempo Comum:
Zc 9,9-10
Sl 144
Rm 8,9.11-13
Mt 11,25-30

 

            A Liturgia deste Domingo é um convite à HUMILDADE. Jesus proclama felizes os pequeninos, por terem mais acesso às maravilhas de Deus: “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos” (Mt 11,25). Ele próprio se mostrou em suas ações como um grande exemplo de humildade: “aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso” (11,29). “Rejubila, cidade de Jerusalém. Eis que vem teu rei ao teu encontro; ele é justo, ele salva; é humilde e vem montado num jumento, um potro, cria de jumenta” (Zc 9,9).

            Agrada a Deus quem é humilde, isto é, quem coloca-se inteiramente dependente do Senhor (vida de oração) e, amando-o, assume o propósito de viver uma vida agradável a Ele (santidade de vida).

            São Bento, falecido no ano 547, deixou-nos em sua Regra um capítulo inteiro (o 7º) sobre a humildade. Neste capítulo, o abade cita doze graus da humildade, sendo eles até hoje um bom exercício para aqueles que desejam chegar a uma união mais íntima com Deus.

1.     Temor de Deus: lembrar-me do que Ele ordenou, considerar-me sempre visto por Ele. Afastar-me dos pecados e do vício. “Pois, se viverdes segundo a carne, morrereis, mas se, pelo espírito, matardes o procedimento carnal, então vivereis” (Rm 8,13).

2.     Renúncia à própria vontade e busca da vontade de Deus: “seja feita a vossa vontade, assim na terra como céu...”

3.     Obediência aos representantes de Deus: como tenho lidado com a hierarquia da Igreja, através de seus ministros? (Papa, bispos, padres...)

4.     Paciência nas tribulações, até o heroísmo, como fizeram os mártires.

5.     Estar sempre consciente de minhas falhas, acusar-me de meus pecados.

6.     Alegrar-me nas humilhações. Que é a perfeita alegria? Manter a paz nos dias difíceis...

7.     Consciência de minha pequenez: colocar o outro sempre à minha frente...

8.     Fugir da singularidade: seguir o que a Igreja ensina, não querer “inventar a roda”.

9.     Guardar a língua: cultivar o silêncio, “no muito falar não se foge ao pecado” (Pr 10,19).

10.  Seriedade em minhas ações: cumprir minha missão com empenho.

11.  Seriedade/sabedoria em minhas palavras: “Dá-me a palavra certa, na hora certa e do jeito certo...”

12.  Manifestação externa de humildade: vestir-me e portar-me de maneira humilde.

 

* Para meditar as leituras deste 14º Domingo do Tempo Comum, acesse: Canção Nova.

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