A semente caiu em terra boa e deu fruto
Sl 64
Rm 8,18-23
Mt 13,1-23
Neste Domingo, podemos contemplar
duas realidades: a vontade de Deus e a resposta do ser humano.
1. A vontade de Deus é sempre a mesma:
irmos até Ele, salvar-nos, conceder-nos a vida. É por isto que o Senhor se
revela a nós, de tantas maneiras, de modo especial em sua Palavra. A Palavra de
Deus, revelada pelo Espírito Santo aos escritores sagrados, é fonte de vida
para todos que as escutam. O objetivo é que, ao escutá-la, mudemos de atitude, configuremos
nossa vida ao projeto de Deus para nós:
“Isto diz o Senhor: Assim como a chuva
e a neve descem do céu e para lá não voltam mais, mas vêm irrigar e fecundar a
terra, e fazê-la germinar e dar semente, para o plantio e para a alimentação,
assim a palavra que sair de minha boca: não voltará para mim vazia; antes,
realizará tudo que for de minha vontade e produzirá os efeitos que pretendi, ao
enviá-la” (Is 55,10-11).
2. Mas a eficácia desta Palavra depende da
resposta do ser humano, isto é, de como a acolhemos em nossa vida. A parábola
do semeador. mostra com clareza esta realidade. O semeador (Cristo) é insistente
em lançar as sementes (anunciar a Palavra) a todo momento. No entanto, as
sementes não brotam em alguns terrenos (nossos corações), por estarem demasiado
impuros, com pedras, espinhos.... Apenas onde a terra é boa, as sementes
produzem frutos. “A semente que caiu em boa terra é aquele que ouve a
palavra e a compreende. Esse produz fruto. Um dá cem, outro sessenta e outro
trinta” (Mt 13,23).
Isto nos faz pensar: como cristãos
católicos, estamos em contato diariamente com a Palavra. A Santa Missa, os
sacramentos, a meditação pessoal, a piedade popular... Tudo está impregnado da
Palavra de Deus! Mas por que temos tanta dificuldade em interiorizá-la, em vivê-la
coerentemente? Talvez não tenhamos tirado algumas impurezas do coração que
impedem que a semente frutifique. Por exemplo: quando vamos à Missa com o
coração cheio de ódios, preocupações, ansiedade e distrações. A Palavra é
proclamada, mas não penetra bem no terreno de nosso coração. Sigamos o conselho
dos santos: antes de irmos à Missa, preparemo-nos com uma boa confissão, com o
silêncio do coração e com o desejo sincero de celebrarmos os mistérios da fé. Isto
fará toda diferença!
* Para meditar as leituras deste 15º Domingo do Tempo Comum, acesse: Canção Nova.

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