Senhor, dá-me dessa água

 

3º Domingo da Quaresma:
Ex 17,3-7
Sl 94
Rm 5,1-2.5-8
Jo 4,5-42

 

            Estamos adiantados no caminho quaresmal. Com os catecúmenos da Igreja, contemplamos neste Domingo três imagens que ilustram a peregrinação da vida humana: o deserto, a sede e a água.

            DESERTO. Assim como o povo peregrinou por quarenta anos no deserto e assim como Jesus retirou-se por quarenta dias em oração, a Quaresma é tempo de irmos ao deserto, símbolo do retirar-se do aprisionamento aos afetos deste mundo e procurar viver em maior intimidade com Deus. No deserto, o povo sente sede – isto é, ao nos esvaziarmos de nossas falsas seguranças, percebemos qual é nossa real necessidade.

            SEDE. “O povo, sedento de água, murmurava contra Moisés e dizia: <Por que nos fizeste sair do Egito? Foi para nos fazer morrer de sede, a nós, nossos filhos e nosso gado?>” (Ex 17,3). De que temos sede? Sentimos necessidade de muitas coisas básicas no dia a dia. Mas há uma sede mais profunda, que envolve todo o nosso ser. Desde sua criação, o ser humano tem sede de plenitude, de alegria verdadeira. Criados à imagem e semelhança do Senhor, podemos dizer sem medo de errar: temos sede de Deus. “Assim como a corça suspira pelas águas correntes, suspira igualmente minh’alma por vós, ó meu Deus!” (Sl 41,1).

            ÁGUA. Sendo assim, sabemos qual é a água que de fato preenche nosso ser, sacia nossa sede mais profunda: Deus. O relato evangélico da samaritana é uma página belíssima desta realidade. Nele contemplamos o deserto da vida de uma mulher marginalizada. Por ser samaritana (excluída pelos judeus) e por ser mulher (numa sociedade patriarcal), o evangelista destaca que ela buscava água ao “meio-dia” – com o sol quente, certamente o horário mais vazio, para não ser vista por ninguém. Naquele deserto, com uma sede interior tão grande, a samaritana junto ao poço encontra-se com a água da vida: Jesus. Deus vem ao nosso encontro. Ele pede à samaritana: “Dá-me de beber” (Jo 4,7). Mas na verdade é Ele a água que sacia a sede mais profunda do ser humano: “Se tu conhecesses o dom de Deus e quem é que te pede: <Dá-me de beber>, tu mesma lhe pedirias a ele, e ele te daria água viva” (4,10).

            A água é símbolo evidente do Batismo, para o qual os catecúmenos se preparam nestes dias, até a Vigília Pascal. “Vinde, exultemos de alegria no Senhor!” (Sl 94,1).

 

* Para meditar as leituras deste 3º Domingo da Quaresma, acesse: Arquidiocese de Mariana.

Comentários

  1. Deus meu sustento e minha fortaleza, sentimos sede sim.de mais fé,justiça,paz ao mundo.nessas perdas pelos atingidos pela enchente vimos com o povo de Deus é solidário,é humano de uma solidariedade gigantesca.mais também tem aqueles q através da ignorância não vê a oportunidade de não ajudar e atingem quem ajuda.o povo do Egito também não agradeceu moisés por salvar eles dos falsos deuses.o mundo tem sede de calor humano.muitos inocentes massacrados pelos poderosos,morrendo inocentes pelas ganância de poder .este é o mal q só Deus tem q ter misericórdia.esta é minha cede e de muitos q esperam em Deus , quantos samaritanos mataram sede dos atingidos pelas enchentes.o mundo tem sede de Deus 🙌🙌🙌

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