Eu sou a luz do mundo
Sl 22
Ef 5,8-14
Jo 9,1-41
Os últimos três Domingos da Quaresma nos
ajudam a compreendermos as razões pelas quais Jesus será condenado e morto na
Sexta-feira da Paixão. No 3º Domingo, Jesus é incompreendido por seus
discípulos, que ficam espantados por vê-lo conversar com uma mulher samaritana.
Neste Domingo, o Senhor encontra forte oposição por parte dos fariseus,
incomodados com a cura do cego de nascença (um sinal grandioso!) em dia de
sábado. Na próxima semana, contemplaremos que a ressurreição de Lázaro é o cume
da rejeição de Jesus por parte das autoridades dos judeus, que se dispõem finalmente
a entregá-lo à morte.
Mas além deste aspecto, a liturgia destes
dias nos ajuda também a acompanharmos os catecúmenos que se preparam para o
Batismo na Vigília Pascal, bem como a preparar todos os batizados para a
renovação de sua fé na noite santa de Páscoa. No Domingo da samaritana, o sinal
da água – matéria indispensável do batismo. Hoje, o elemento da luz – “Eu
sou a luz do mundo” (Jo 9,5) –, que aponta para a chama do círio pascal, a
luz do Ressuscitado. No próximo Domingo, com a ressurreição de Lázaro, a clareza
de que todos os que participam da vida de Cristo pelo batismo, ressuscitam com
Ele para uma vida nova.
No evangelho da cura do cego de
nascença, Jesus tira das trevas a visão de homem marginalizado, sofrido. Iluminado
por Cristo, aquele homem professou: “<Eu creio, Senhor!> E prostrou-se
diante de Jesus” (9,38).
Que significa dizer que Cristo é a luz de
nossa vida? Assim como num caminho escuro, sem luz, corremos o risco de
tropeçar e errar a meta, e assim como uma pequena luz pode contribuir para que
enxerguemos a estrada, quem deixa-se iluminar por Cristo tem mais clareza do
caminho a percorrer e está mais próximo de alcançar o objetivo, em meio às
pedras e espinhos da vida. “Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum
mal eu temerei. Estais comigo com bastão e com cajado, eles me dão a segurança”
(Sl 22,4).
Além disso, assim como num quarto escuro
não conseguimos enxergar sua bagunça, sua sujeira, e assim como num quarto
iluminado conseguimos ver melhor o que precisa ser mudado, arrumado, assim o fiel
que se deixa iluminar por Cristo pode ver melhor suas imperfeições e, com a
graça de Deus, mudá-las. “Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no
Senhor. Vivei como filhos da luz” (Ef 5,8). Deixemo-nos iluminar por
Cristo!
* Para meditar as leituras deste 4º Domingo da Quaresma, acesse: Arquidiocese de Mariana.
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